
Para alertar a população masculina sobre a importância da prevenção ao câncer de próstata, a Secretaria Estadual da Saúde (SES), se une ao movimento internacional Novembro Azul, orientando que o diagnóstico precoce é o melhor caminho para a cura.
No Rio Grande do Sul, o câncer de próstata é a maior causa de mortalidade da população masculina, entre todos os tipos de câncer. Conforme o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/MS), entre 2014 e 2018, no Estado, a cada 100 mil homens, foram registrados 20,17 óbitos por câncer de próstata, 6,12 por câncer de boca e 0,45 por câncer de pênis.
O coordenador da Política de Saúde do Homem da SES, Carlos Antônio da Silva, enfatiza que o melhor remédio é a prevenção. — Cuidado e autocuidado são fatores de proteção, e a melhor idade para o cuidado é agora — aconselha o coordenador.
Carlos Antônio da Silva frisa que os homens devem buscar atendimento nos serviços de saúde não apenas em novembro, mas em todos os meses do ano. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) preconiza que a partir dos 45 anos os homens devem procurar fazer exames preventivos para detecção do câncer de próstata.
O Rio Grande do Sul tem mais de 1,7 milhão de homens nesta faixa etária. O diagnóstico precoce e completo desta neoplasia é feito com o teste Antígeno Prostático Específico (PSA), com toque retal e biópsia. O acesso ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Estratégia de Saúde da Família (ESF).
O coordenador explica que um dos fatores que dificultam o tratamento e a cura é o estágio avançado em que a doença é descoberta, considerando que os homens em geral não têm o hábito de realizarem consultas regulares. A partir do diagnóstico precoce podem ser tomadas as medidas profiláticas capazes de oferecer mais chances de sobrevida aos pacientes ampliando o tempo e a qualidade de vida.
Diversos são os fatores que predispõem ao acometimento dos cânceres em geral, inclusive o de próstata. Histórico familiar, idade, obesidade, sedentarismo, hábito de fumar, hábitos alimentares não saudáveis, características genéticas e exposição a agentes radiológicos e químicos, entre outros.
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