
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou na sexta-feira (23/10), a importação de seis milhões de doses da CoronaVac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
A licença, por enquanto, é apenas para importação do imunizante. A distribuição das doses, ainda sem registro, depende de autorização da própria ANVISA. O pedido de importação em caráter excepcional foi feito pelo Instituto Butantan.
Testes clínicos:
A CoronaVac está na terceira fase de testes clínicos. Atualmente, 9.039 voluntários participam dos estudos clínicos da vacina, feitos com profissionais da área da saúde de sete estados.
Como a ANVISA já havia aprovado a ampliação do estudo para 13 mil voluntários, o Governo de São Paulo decidiu ampliar o número de centros de pesquisa. Na fase atual, metade dos participantes recebe a vacina e a outra metade, o placebo.
Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, o acordo entre a Sinovac e o Instituto Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil.
Eficácia:
Para comprovar a eficácia da vacina, é preciso que pelo menos 61 participantes do estudo, que tomaram placebo, sejam contaminados pelo vírus. A partir dessa amostragem, é feita então uma comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tiveram diagnóstico positivo de Covid-19.
Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, será submetido a uma avaliação da ANVISA para registro e, só então, a vacina estaria liberada para aplicação na população.
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