
O Ministério da Saúde anunciou que até o fim do primeiro semestre do próximo ano, 140 milhões de doses da vacina contra Covid-19 estarão disponíveis aos brasileiros. Para garantir esse quantitativo, a pasta realizou parcerias com o laboratório britânico AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento da vacina de Oxford, e com o consórcio internacional Covax Facility, que está à frente da produção de nove imunizantes.
O Governo Federal alega que iniciará a distribuição das vacinas contra o novo coronavírus no momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovar o registro desses produtos. Gustavo Lopes, gerente geral de Medicamentos da ANVISA, lembra que essa aprovação pode acontecer até mesmo quando os testes dos produtos ocorrerem fora do Brasil.
— Não é obrigatório que sejam feitos testes clínicos de vacina aqui no Brasil. Pode ocorrer que um produto tenha o seu desenvolvimento no exterior e o registro por meio da ANVISA, após os estudos concluídos — disse Gustavo Lopes.
Neste mês, o Governo Federal liberou R$ 2,5 bilhões para que o país possa aderir ao consórcio internacional Covax Facility. Além disso, em agosto, R$ 1,9 bilhão foi liberado para a compra da vacina produzida pelo laboratório AstraZeneca.
Em coletiva de imprensa, Élcio Franco, secretário executivo do Ministério da Saúde, ressaltou a importância na oferta de múltiplas vacinas contra Covid-19 no país. — Um número diversificado de fabricantes e várias pesquisas sendo conduzidas simultaneamente possibilita a ampliação do portfólio de vacinas acessíveis, em diferentes plataformas tecnológicas — salientou Élcio Franco.
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