
O médico intensivista do Hospital Santo Antônio (HSA), Renato Brito, participou do programa Tribuna Popular, na tarde do sábado (01/08), onde foi entrevistado pelo jornalista Jalmo Fornari sobre o funcionamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Tenente Portela.
O médico explicou que a UTI geral tem oito leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas com a pandemia foi necessária a abertura de uma ala completamente separada, onde foi montada a UTI Covid, para o atendimento de pacientes infectados. No local, o HSA disponibiliza cinco leitos, que são inclusive cadastrados no sistema de leitos de UTI do Governo do Estado.
Nosso entrevistado disse que a separação das alas de atendimento de pacientes acometidos pela pandemia dos demais, se faz indispensável pela necessidade de tentar manter a segurança tanto de pacientes, quanto da equipe que atua nas UTIs do HSA.
Segundo ele, como o vírus demorou mais para chegar na região, os médicos mantiveram contato com hospitais do Rio de Janeiro e até de fora do país, para montar o melhor esquema para enfrentar a pandemia. Foi neste sentido que foi escolhido o modelo de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que são o que há de melhor no mercado.
O especialista relata que a roupa é pesada e desconfortável, mas é a que mais garante segurança para a equipe. O médico revelou que após vestir o traje de proteção, o profissional fica seis horas consecutivas dentro da UTI, sem beber água, se alimentar ou ir ao banheiro, o que exige bastante da equipe de trabalho. A cada seis horas, o grupo é trocado por causa disso. Apesar das dificuldades, Renato Brito classifica como exitosa as ações de segurança no HSA, uma vez que nenhum profissional que atua à frente da UTI foi contaminado pelo vírus.
O médico também demonstrou preocupação com a evolução dos casos na região e disse temer pela falta de leitos. Ele explicou que por mais que o Hospital Santo Antônio tenha 22 aparelhos de respiração, seria impossível atender todos, por isso, a instituição está com o seu limite de atividade e a margem de aumento é pequena.
Para evitar um possível colapso na área da saúde, o médico orientou as pessoas a respeitarem as regras de distanciamento, evitarem aglomerações, usarem máscara de proteção e fazerem sempre que possível a higienização das mãos.
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