
O Ministério da Educação (MEC) anunciou que a partir do próximo ano o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) se tornará digital, com questões em vídeos, infográficos e até com lógica dos games. Conforme o MEC, a aplicação vai ser progressiva, com fase piloto, e a previsão do Governo Federal é abandonar as versões impressas em 2026.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que as primeiras aplicações digitais vão ser opcionais, ou seja, os participantes poderão escolher, no ato da inscrição, pela aplicação no modelo digital ou pela tradicional prova em papel. Segundo ele, depois de 100 anos de provas sendo realizadas no papel, a educação brasileira avança para o futuro.
– A pessoa vai ao computador, se identifica, faz a prova, recebe todos os comprovantes que fez a prova para ter tranquilidade, que não vai ter nenhuma troca, fraude, e, com isso, ganha-se muito mais agilidade, perspectiva para o futuro e adaptação – garantiu Abraham Weintraub.
A mudança exige que a empresa que for contratada para realizar a aplicação da prova seja a responsável por toda a infraestrutura do exame, incluindo os locais de prova, os fiscais de sala e os computadores.
De acordo com o presidente do INEP, Alexandre Lopes, o modelo digital vai ser aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país a partir de 2020. – A ideia é que a gente possa fazer por via digital, usando computadores, a realização de vários ENEMs ao longo do ano, por agendamento, igual quando você faz com o passaporte. Então, o aluno vai chegar no futuro, vai entrar no computador, vai escolher a cidade onde vai fazer a prova, a escola onde vai fazer a prova e o dia – destacou o presidente do INEP.
O Governo Federal estima que a medida trará economia graças ao abandono da impressão de papel. Para a edição deste ano do ENEM, por exemplo, mais de 10,2 milhões de provas serão impressas e os custos superam R$ 500 milhões para os mais de cinco milhões de participantes confirmados.