
Marcelo Zurita, diretor técnico do Brazilian Meteor Observation Network, conversou com o jornalista Jalmo Fornari sobre o meteoro avistado na noite de quinta-feira e que foi visualizado em vários municípios do Rio Grande do Sul.
“O que foi visto foi um fragmento de rocha, que veio do espaço”, ele cita, dizendo que esses meteoritos podem vir de várias fontes no espaço.
O especialista explica que o meteorito entra na atmosfera em alta velocidade e por isso que ele entra queimando. “Para um meteoro ele foi lento, e que por isso foi possível ser visto, fotografar e filmas”, complementando que ele atingiu cerca de 50 mil quilômetros por hora.
Zurita ainda afirmou que as análises novas mostraram que ele percorreu mais de 370 quilômetros em 20 segundos, saindo do Paraguaí, passando pela Argentina e Rio Grande do Sul. “Quando passou no Rio Grande do Sul ele estava a cerca de 250 metros de altitude e chegou a 27 metros.” O especialista explicou que esse objeto entrou na atmosfera entrou em cerca de 8 graus.
“Boa parte da astronomia brasileira é feita por amadores, mas o serviço que é feito acaba sendo profissional porque as pessoas de interessam bastante”, explicou, repassando sobre o trabalho.
“Nos estamos viajando por uma região com uma trilha de poeira maior, por isso, neste ano, por essa poeira está mais densa, já era esperada uma presença maior de bólidos.” Ele comenta associando ao fato de que na sexta-feira um fenômeno novo foi diagnosticado.
Ele brinca no final da entrevista com o termo extraterrestre. “Esses são fenômenos são extraterrestres, mas não se animem muito, mas é somente porque eles são de fora do planeta terra.” Ele disse isso aos risos.