
Terminou agora a pouco, na Câmara de Vereadores de Campina das Missões, a coletiva para imprensa concedida pela Brigada Militar (BM) e Polícia Civil (PC) sobre os trabalhos de buscas aos criminosos que atacaram a agência do Banco do Brasil (BB) de Porto Xavier na tarde da última quarta-feira (24).
O tenente coronel da BM, Alexandre Britte, afirmou que o cerco aos bandidos continuará até que todos sejam capturados. Ele destacou o empenho dos efetivos policiais e revelou que a estimativa é que três indivíduos ainda permanecem escondidos na mata, no interior de Campina das Missões. Durante incursões no local, neste sábado (27), foram encontrados rastros e restos de alimentos.
Questionado sobre o policial rodoviário aposentado preso na noite deste sábado, em Porto Xavier, o delegado Heleno dos Santos disse que ele cedeu um sítio para abrigar a quadrilha e deu suporte logístico porque conhecia o cotidiano e a geografia da cidade. – O planejamento do assalto ao Banco do Brasil durou entre 15 e 20 dias – acredita a autoridade da PC.
O delegado ainda salientou que já foi iniciada uma investigação para averiguar a ligação entre os dois roubos registrados nos últimos dias em Porto Xavier e o ataque a agência bancária. – Vamos tentar descobrir se os roubos foram para conseguir dinheiro e comprar o armamento pesado utilizado no assalto ao banco – completou Heleno dos Santos.
Durante a coletiva a imprensa, não foram disponibilizados maiores detalhes sobre a morte de um integrante da quadrilha na manhã deste domingo (28). O tenente coronel Alexandre Britte apenas confirmou o confronto entre a Brigada Militar e o criminoso no ambiente onde está montado o cerco, no interior de Campina das Missões. Com o bandido, que existe a suspeita de ser outro policial aposentado, foi localizado um fuzil, munição e dinheiro.
Segundo o delegado Heleno dos Santos, dos três presos no começo da noite deste sábado, dois são de Porto Xavier e um da Região Metropolitana. Ainda ontem, um indivíduo foi detido por suspeita de envolvimento no assalto, prestou esclarecimentos e foi liberado.
Em relação à prisão do policial rodoviário aposentado, o delegado ressaltou que somente foi possível comprovar sua participação no ataque a agência bancária graças às informações repassadas pelo criminoso preso em Porto Lucena, enquanto tentava comprar mantimentos e remédios com uma nota molhada de R$ 100,00. O homem de 53 anos também indicou aonde era o acampamento da quadrilha na mata.
Sobre a morte do policial militar, o tenente coronel Alexandre Britte disse que ainda não é possível afirmar se um dos criminosos capturados foi quem atirou contra Fabiano Lunkes, na madrugada da quinta-feira. O brigadiano foi atingido por um disparo de fuzil, que atravessou o colete a prova de balas. Ele foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento. – Será instaurado um inquérito militar para apurar as circunstâncias da morte do nosso colega de farda – reiterou o tenente coronel.
A Brigada Militar e a Polícia Civil elogiaram a colaboração da comunidade regional, que auxilia com a doação de mantimentos e está apoiando as forças de segurança pública na captura dos assaltantes. – Pedimos que população denuncie se perceber a presença de qualquer pessoa ou veículo suspeito – reforçou o delegado Heleno dos Santos.
No final da coletiva a imprensa, o tenente coronel da BM voltou a frisar que o cerco continuará até a prisão de toda a quadrilha escondida na mata na localidade de Linha 1º de Março. – Mantemos 150 homens no cerco durante todos os dias. Contamos com o esgotamento físico dos bandidos para conseguir prendê-los – salientou Alexandre Britte.
Segundo a Polícia Civil, os três presos até o momento são: Ivo Zimmer (57 anos), Flávio Rogério Oliveira (53 anos) e Delci Engers Lopes (59 anos). Ainda não foi identificado o homem morto durante o confronto com a Brigada Militar na manhã deste domingo.