
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Câmara Municipal de Vereadores para apurar questões pertinentes à CORSAN/AEGEA em Tenente Portela, completa um mês neste domingo (14/6). A solicitação de abertura da CPI foi assinada pelos edis Luciano Berta Filipin, Luísa Silva Barth, Elisângela Berghetti e Mauro Ludwig. O pedido foi aprovado na sessão ordinária de 11 de maio.
Conforme o presidente da CPI, Luciano Berta Filipin, os primeiros trabalhos se concentraram nas oitivas de moradores de diferentes bairros e do centro da cidade, e que são clientes da empresa. Segundo ele, as pessoas relataram situações desagradáveis envolvendo água com coloração estranha e odor forte. Alguns afirmaram ter sofrido problemas intestinais após o consumo.
Além da qualidade questionável da água distribuída, as interrupções no fornecimento, a morosidade na resolução de vazamentos e de problemas dos clientes, as obras inacabadas e as faturas com acréscimos elevados, também foram alvos, nos últimos meses, de reclamações feitas por consumidores descontentes com os serviços prestados pela concessionária. Muitas insatisfações continuam sendo postadas nas mídias sociais.
Luciano Berta Filipin revelou que, no começo desta semana, encerrou a data limite para que fossem encaminhadas as respostas e cópias de documentos que a comissão parlamentar requisitou à CORSAN/AEGEA e ao Poder Executivo de Tenente Portela. — Serão enviadas notificações porque as solicitações não vieram em tempo hábil, não deixando nós fazer a nossa parte na investigação — disse o presidente da CPI, que cogita acionar o Ministério Público (MP-RS) devido ao descumprimento do prazo e à falta de fornecimento das informações.
Outras oitivas e reuniões serão realizadas na próxima semana. A comissão parlamentar é composta também pelos vereadores Elisângela Berghetti (relatora) e Itomar Ortolan (vice-presidente).
A CPI investiga
A regularidade das cobranças de tarifas de água e esgoto; possíveis erros e irregularidades na leitura de hidrômetros; condições do atendimento ao público; execução de obras e intervenções em vias urbanas; qualidade da água; causas da falha de abastecimento em bairros e localidades; e cumprimento do Plano Municipal de Saneamento Básico. Também caberá aos parlamentares, avaliar a prestação de serviços e a atuação do Município diante das exigências do Novo Marco de Saneamento Básico. Ademais, o contrato vigente com a concessionária passará por avaliação.
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