
Criminosos estão invadindo contas do WhatsApp e usando a lista de contatos para pedir dinheiro aos amigos da pessoa hackeada. Embora o modelo de golpe não seja novo, vem fazendo cada vez mais vítimas, conforme a Polícia Civil, principalmente entre pessoas ativas nas redes sociais.
Essa modalidade de golpe foi relatada nas redes sociais nesta terça-feira, 09, pelo conselheiro tutelar de Miraguaí, Jair Pacheco.
O seu colega, conselheiro tutelar Marcos Paiero, recebeu a solicitação de empréstimo imediato de R$ 2 mil e passou a desconfiar do pedido do colega ao tentar ligar de outro celular para o referido número que fazia o pedido de dinheiro. Outras pessoas que fazem parte da lista telefônica de Jair também receberam pedido de dinheiro emprestado. Jair Pacheco, alerta a todos para que não caiam no golpe. Pacheco registrou ocorrência na Delegacia de Polícia de Miraguaí.
GOLPE DO WHATSAPP – O golpe começa a ser aplicado quando os bandidos criam um perfil de WhatsApp com a foto da vítima, possivelmente encontrada em redes sociais. Por meio do aplicativo de mensagens instantâneas, os criminosos entram em contato com amigos e familiares da pessoa, passando-se por ela. Os golpistas informam que o número de WhatsApp mudou e, após algumas trocas de mensagens, pedem uma transferência bancária. A ajuda financeira é solicitada com histórias fajutas, como a necessidade de pagamento a um fornecedor, após a pessoa já ter excedido o limite de transferências bancárias do dia.
Os estelionatos cresceram durante o período do distanciamento social no Rio Grande do Sul. No primeiro semestre de 2020, foram 22.183 casos de golpes comunicados à polícia, maior número para o período desde 2002, quando os dados começaram a ser divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado. O aumento, em relação ao mesmo período do ano passado, é de 74%.
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