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23/12/2020 ás 14h51 - atualizada em 26/12/2020 ás 16h18

Diones Roberto Becker

Tenente Portela / RS

Relatório aponta que nove municípios da Região Celeiro registram focos de gafanhotos
Monitoramento se concentra em Santo Augusto e São Valério do Sul
Relatório aponta que nove municípios da Região Celeiro registram focos de gafanhotos
Espécies alimentam-se de vegetação nativa e plantas espontâneas e daninhas, com baixo risco de danos à produção agrícola (Foto: Divulgação/SEAPDR)

Um novo relatório da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) aponta que nove municípios da Região Celeiro registram focos de gafanhotos. São eles: São Valério do Sul, Santo Augusto, Bom Progresso, Coronel Bicaco, Redentora, Chiapetta, Campo Novo, Braga e São Martinho.


Nas últimas semanas, diversos relatos de ocorrência dos insetos têm sido encaminhados ao Departamento de Defesa Agropecuária da SEAPDR. Os fiscais estaduais efetuam diligências nos locais indicados e concentram o monitoramento na área de maior verificação do surto, ou seja, na divisa entre Santo Augusto e São Valério do Sul, e arredores.


Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da SEAPDR, Ricardo Felicetti, diversas informações de ‘avistamentos’ de gafanhotos estão sendo recebidas. — Em geral, a espécie predominante das ocorrências é Chromacris speciosa, o gafanhoto soldado, de coloração preta com manchas vermelhas quando jovem, evoluindo para verde camuflado quando adulto — explicou o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.


Ricardo Felicetti conta que outras espécies do gênero Sinipta, de ocorrência em pastos naturais, e do gênero Zoniopoda também foram observadas. Conforme ele, essas espécies alimentam-se de vegetação nativa e plantas espontâneas e daninhas, com baixo risco de danos à produção agrícola.


— A SEAPDR esclarece que estas espécies são nativas, de ocorrência comum no RS e não estão manifestando comportamento de praga agrícola, com ocorrências sem danos às plantas cultivadas e lavouras comerciais — afirma Ricardo Felicetti. A orientação inclusive é de não realizar o controle, tendo em vista que estas espécies desempenham função ecológica no meio ambiente e eventuais supressões possibilitariam desequilíbrio local e efeitos adversos ao meio ambiente e na contenção de pragas agrícolas proporcionada pelo mesmo.


— Havendo observação de ocorrências com expressivas populações com danos às lavouras e plantas cultivadas, deve-se providenciar a comunicação imediata à SEAPDR — alerta o engenheiro agrônomo.


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