
A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) segue monitorando a ocorrência de gafanhotos na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. — Há grande desfolhamento em área de mata nativa na área central do foco de gafanhotos, entre os municípios de São Valério do Sul e Santo Augusto — afirmou o fiscal estadual agropecuário, André Ebone. Ele sobrevoou a região na sexta-feira (04/12), graças à parceria com uma empresa de aviação agrícola e um produtor rural que cedeu a pista de pouso.
— A estimativa é de 20 a 30 hectares de mata nativa com severos danos, inserida na Reserva Indígena do Inhacorá. Notamos que os danos se concentram na mata contínua, não sendo observados em outros remanescentes devido à interrupção ocasionada pelas áreas de lavoura — explicou André Ebone.
O fiscal estadual agropecuário, Alonso Andrade, disse que a equipe em terra constatou grande presença de gafanhotos nas áreas de mata, e alguma presença em áreas agrícolas, com pouca mobilidade e sem aumento nos danos já verificados nas lavouras durante a semana.
— As áreas de mata, especialmente exemplares de timbó, estão severamente atacados. Mas nas lavouras há presença de poucos gafanhotos, com pouco ou nenhum dano — revelou Alonso Andrade.
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