
Miguel Germano Podanosche, Promotor de Justiça do Ministério Público de Tenente Portela, foi entrevistado pelo jornalista Jalmo Fornari no programa Tribuna Popular deste sábado, 28 de novembro, onde falou sobre a denúncia feita pelo MP contra o condutor de uma embarcação que naufragou em 6 de novembro do ano passado, que resultou na morte do estudante Andrei Franchini, de 19 anos. O acidente ocorreu no momento em que embarcação fazia a travessia entre Itapiranga-SC e Barra do Guarita-RS.
Segundo o promotor, a denúncia foi motivada pelo fato de que o condutor adotou uma série de atitudes que contribuíram para o acidente, entre elas que ele admitiu um número maior que a capacidade da embarcação. O promotor ainda citou que no meio do rio, quando os passageiros comunicaram que estava entrando água no barco, ele seguiu com a mesma velocidade e a única atitude que assumiu foi de vestir dois coletes salva-vidas nele mesmo, despreocupando-se, conforme o promotor, com a segurança dos passageiros.
O promotor disse que foram 13 homicídios tentados e um consumado, todos por asfixia, causado por afogamento, todos dolosos, uma vez que ele deveria ter tomado atitudes para evitar o acidente. O promotor disse que o dolo não é somente quando o agente quer cometer a morte, uma vez que ele acredita que o condutor não desejava matar nenhum passageiro, mas ele também existe quando o agente assume o risco do resultado em morte, o que se configura em um dolo eventual.
Podanosche disse que o inquérito da polícia civil apurou alguns elementos e ainda teve o inquérito da Marinha, sendo que este é muito farto em elementos que comprovam que o condutor não adotou medidas para evitar o acidente.
Ele cita também que durante o depoimento para a Marinha, o condutor mostrou várias inconsistências em relação dos depoimentos dos passageiros sobreviventes.
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