
O que era para ser a alegria de disputar a primeira final internacional da história do clube do Oeste de Santa Catarina, se transformou numa das maiores tragédias do futebol mundial. O jogo de ida da decisão da Copa Sul-Americana de 2016 estava marcado para a noite de 30 de novembro.
Em 28 de novembro, a delegação composta por atletas, comissão técnica e dirigentes, além de convidados e jornalistas, deixou o aeroporto de Guarulhos em São Paulo rumo à Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, pois a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) não permitiu o deslocamento direto até Medellín, na Colômbia.
Na Bolívia, a delegação embarcou no avião da LaMia, sob matrícula CP2933 e com 17 anos de uso. A lista do voo tinha 82 nomes, sendo 72 passageiros e nove tripulantes.
De acordo com a imprensa colombiana, a aeronave perdeu contato com a torre às 22h15min (01h15min de 29 de novembro, no horário de Brasília) entre as cidades de La Ceja e Abejorral, e caiu ao se aproximar do aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.
A investigação da Aeronáutica Civil da Colômbia apontou que o acidente com o avião da LaMia ocorreu por ‘pane seca’, ou seja, falta de combustível. Além disso, havia falhas no plano de voo da viagem entre Santa Cruz de La Sierra e Medellín.
As gravações da caixa preta registraram que os tripulantes falaram sobre cálculo de combustível durante o voo. Segundo as autoridades colombianas, um sobrevivente disse que a princípio o avião pararia em Cobija para abastecimento, mas isso não aconteceu.
Das 77 pessoas que ocupavam o avião da LaMia, apenas seis sobreviveram: Jakson Follmann, Neto e Alan Ruschel, atletas da Chapecoense; o jornalista Rafael Henzel*; e os membros da tripulação, Erwin Tumiri e Ximena Suarez.
*O jornalista Rafael Henzel morreu em 26 de março de 2019, após sofrer um mal súbito durante uma partida de futebol com amigos na cidade de Chapecó.
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