
Foi deflagrada na manhã da quarta-feira (25/11), a Operação Black Dolphin, uma ação integrada das Polícias Civis de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O objetivo é combater os crimes sexuais infanto-juvenis, tanto no meio virtual quanto fora dele.
A operação começou com uma investigação da Polícia Civil de São Paulo em 2018 que descobriu, após constante monitoramento, o plano de um homem que pretendia vender sua sobrinha para predadores sexuais na Rússia. A intenção dele era levá-la para a Disney da Europa e entregá-la aos criminosos na Rússia, alegando que ela teria desaparecido no parque.
A partir dessa investigação, se desenvolveram trabalhos de monitoramento, inclusive na deep web, revelando uma rede de predadores sexuais, principalmente infanto-juvenis, que produzem, vendem e compram vídeos de crianças em situações de vulnerabilidade sexual. Também há indícios de sequestro e tráfico de crianças e jovens para fins de exploração sexual.
Por meio da Polícia Civil de São Paulo foi realizado o levantamento de aproximadamente 220 alvos espalhados em todo o Estado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
No Rio Grande do Sul, mais de 50 policiais civis, com o apoio de peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP), cumpriram nove mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão. As ordens judiciais foram cumpridas em Porto Alegre, Gravataí, Pelotas, Rio Grande, Santa Rosa, Três de Maio, Frederico Westphalen, Soledade e Carazinho.
Os alvos da operação são suspeitos de produzir, divulgar, publicar, compartilhar, armazenar e até mesmo comercializar fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito ou cunho pornográfico, inclusive estupros e abusos. Durante as buscas, peritos do IGP procuraram arquivos digitais, como fotos e vídeos, com cenas de abuso sexual infantil.
Black Dolphin é o apelido de uma penitenciária na Rússia, considerada como uma das mais seguras e temidas do mundo. Na frente do prédio há uma estátua de um golfinho preto, construída pelos internos. Os indivíduos investigados, no ambiente obscuro e sombrio da deep web, chegavam a comentar que somente a Black Dolphin seria capaz de detê-los, menosprezando o trabalho da polícia.
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