
A terra prometida que um grupo de migrantes de Tenente Portela, no Noroeste do Rio Grande do Sul, encontrou em Mato Grosso, nos anos 70, quer ir além da produção de grãos, soja e gergelim, principalmente.
Pelas mãos de descendentes de sulistas, o município de Canarana, no cerrado do Médio Araguaia, aposta no cultivo de uvas. Um dos envolvidos no desafio de implantar vinhedos é o jovem produtor Geovani Fiorentin, que deve começar a comercializar a safra no início de agosto.
– São mais de 250 pés de uva, de oito variedades diferentes, que vêm sendo testadas por Geovani Fiorentin na propriedade da família – relatam os repórteres Lavousier Machry e Rafael Govari, do portal AGRNotícias. Segundo eles, a cultura não é nova no município, mas o cultivo está ganhando destaque, principalmente, porque vários ensaios estão sendo feitos para analisar o período ideal de adubação e poda da planta.
A ideia de cultivar uva em Canarana foi do pai de jovem produtor, Gilberto Fiorentin. Há mais de três anos, ele decidiu investir na cultura, após uma conversa com o extensionista Gildomar Avrella, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (EMPAER).
O investimento inicial foi de R$ 30 mil. O cultivo da uva é parte do processo de sucessão familiar dos Fiorentin, donos de um laticínio em Canarana. Em 2019, informa o AGRNotícias, foram comercializados os primeiros cachos de uva, o que também serviu para estudar o mercado local.
No mês que vem, Geovani Fiorentin espera colher mais de 200 quilos da fruta nas 40 plantas que estão em produção, cujo potencial de produtividade é o dobro.
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