
Encontrar emprego virou tarefa ainda mais árdua durante a crise do coronavírus (Covid-19). Em maio, o Rio Grande do Sul tinha 450 mil pessoas que gostariam de trabalhar, mas não conseguiram procurar vagas em razão da pandemia ou da escassez de oportunidades. Para piorar, a renda de quem seguiu empregado, em média, também sofreu grande impacto, indica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês passado, a soma dos salários dos trabalhadores ocupados atingiu R$ 10,49 bilhões no Estado. Esse indicador é chamado de massa de rendimento médio real efetivamente recebido. Em relação ao que os profissionais somariam habitualmente (R$ 12,74 bilhões), a queda chegou a 17,7%, estima o IBGE. É como se R$ 2,25 bilhões deixassem de ir para o bolso de quem continua atuando.
Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid-19), que tenta dimensionar os efeitos do coronavírus no mercado de trabalho e na área da saúde. Para o IBGE, os profissionais ocupados são aqueles que exercem atividades com ou sem carteira assinada. Já os desocupados estão sem atuar, mas seguem em busca de oportunidades. E isso não foi possível para as 450 mil pessoas prejudicadas pela pandemia ou pela falta de vagas.
– Elas podem não ter buscado trabalho por medo de se expor ao vírus, por ver que empresas estavam fechadas ou outros motivos – explica Luís Eduardo Puchalski, gerente substituto de pesquisa do IBGE.
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