
Planejamento de gestão, restrição de viagens e cursos, redução de gastos administrativos, de funções, jornada de trabalho, verbas de publicidade, horas extras e diárias, além do corte de serviços e contingenciamento orçamentário. Essas foram algumas das medidas adotadas durante o ano passado por 64,3% (238 municípios) para conseguir fechar as contas e não deixar pendências financeiras para 2020. Entretanto, 125 prefeituras gaúchas (33,7%) ainda ficaram com dívidas para pagar neste ano, relacionadas principalmente a fornecedores, manutenção e encargos da folha de pagamento.
Os dados são resultado da pesquisa realizada pela Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS) nas últimas semanas de 2019. Os questionários foram respondidos por 370 (74%) dos 497 municípios gaúchos.
O ‘dever de casa’ foi realizado com sucesso por 189 prefeituras (51,08%) que informaram não terem dificuldades para fechar as contas no final do ano passado. Por outro lado, 181 municípios (48,92%) enfrentaram problemas para atingir as metas. O aumento na demanda de serviços públicos diversos, o pagamento do piso do magistério e os atrasos nos repasses de convênios estaduais e federais, e as crescentes solicitações por serviços de saúde, foram, nesta ordem, os principais motivos elencados pelas administrações municipais como empecilhos.
O pagamento do 13º salário aos servidores municipais com recursos próprios das prefeituras também foi garantido em praticamente todos os municípios que responderam à pesquisa da FAMURS. Foram 241 prefeituras (65,14%) que pagaram no prazo e 120 (32,43%) que adiantaram a gratificação. Somente em oito cidades gaúchas (2,16%) o 13º salário seria atrasado.
Para atingir estes resultados, 73,51% dos municípios (272) adotaram medidas de economia, mas 25,14% (93) não precisaram lançar mão destas alternativas. Os principais cortes das prefeituras para garantir o fechamento de contas foram nas despesas administrativas, viagens, cursos, horas extras e diárias.