
A Confederação Nacional de Transporte (CNT) divulgou os resultados da edição 2019 da Pesquisa CNT de Rodovias. O estudo, elaborado em conjunto com o SEST SENAT, revela queda na qualidade das estradas brasileiras.
O atual levantamento afirma que 59% dos trechos avaliados apresentam algum tipo de problema. No ano passado, esse percentual era de 57%. A Pesquisa CNT de Rodovias 2019 ainda chama a atenção para a situação do pavimento, sinalização e geometria.
Dois importantes trechos para as regiões Celeiro e da Zona de Produção também foram avaliados. A BR 386 que inicia em Iraí, na divisa com Santa Catarina, recebeu classificação ‘regular’. Já a BR 468, que começa em Porto Soberbo (Tiradentes do Sul) e termina em Palmeira das Missões, também foi considerada ‘regular’.
Segundo o estudo, o número de pontos críticos identificados ao longo dos 108.863 quilômetros analisados aumentou 75,6%. Passou de 454 em 2018 para 797 em 2019. Na pesquisa da CNT, são avaliadas as condições de toda a malha federal pavimentada e dos principais trechos estaduais, também pavimentados. Nesta edição de 2019, foram percorridas todas as cinco regiões do Brasil, durante 30 dias (de 20 de maio a 18 de junho), por 24 equipes de pesquisadores.
Além de abordar a situação das rodovias sob a gestão pública ou concedida, o estudo também realiza o levantamento das infraestruturas de apoio, como trechos com postos de abastecimento, borracharias, concessionárias e oficinas mecânicas, restaurantes e lanchonetes disponíveis ao longo das vias.
De acordo com a pesquisa, as condições das rodovias impactam diretamente nos custos do transporte. Neste ano, estima-se que, na média nacional, as inadequações do pavimento resultaram em uma elevação do custo operacional do transporte em torno de 28,5%, sendo que o maior índice foi registrado na Região Norte (38,5%).
O presidente da CNT, Vander Costa, destaca a importância do investimento para que seja possível manter e expandir a malha rodoviária brasileira, garantindo a qualidade do tráfego de veículos. – É urgente a necessidade de ampliar os recursos para as rodovias brasileiras e melhorar a aplicação do orçamento disponível – salienta o dirigente. Segundo ele, a priorização do setor nas políticas públicas e a maior eficiência na gestão são imprescindíveis para reduzir os problemas nas rodovias e aumentar a segurança no transporte.
Com mais essa edição da pesquisa, a CNT e o SEST SENAT colocam à disposição dos transportadores, do governo e da sociedade, um diagnóstico completo das rodovias brasileiras. – Esperamos contribuir positivamente para a consolidação da agenda de infraestrutura de transporte, que vem sendo encarada como estratégica pelo novo governo – finaliza Vander Costa.