
No mês de julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, o que corresponde a um crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e foram divulgados pelo Ministério da Economia.
Segundo o levantamento, nos sete primeiros meses do ano foram criados mais de 461 mil postos de trabalho. Esse resultado, de janeiro a julho, foi o melhor para o período desde 2014.
Conforme a coordenadora geral de Cadastros e Identificação Profissional e Estudos da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, Mariana Eugênio Almeida, dos oito setores econômicos analisados, sete contrataram mais do que demitiram em julho.
– O grande destaque foi para o setor da construção civil, que teve o maior saldo positivo no mês de julho, seguido pelo setor de serviços, indústria de transformação, comércio, agropecuária, extrativa mineral e serviços industriais de utilidade pública – frisou Maria Eugênio Almeida.
Somente o setor da administração pública apresentou saldo negativo. Para o advogado trabalhista Fábio Ferraz dos Passos, a situação dos trabalhadores ainda é muito sensível e o cenário atual não mostra uma perspectiva de mudança imediata.
– Apesar dos números trazerem uma positividade muito pequena, em termos de produtividade, a gente está voltando à estaca de 23 anos atrás, ou seja, é como se o Brasil não tivesse crescido nada nesse período inteiro em termos de produtividade. Isso é muito ruim porque o trabalhador passa a não ter a valorização do seu trabalho e, com o seu trabalho não valorizado, ele passa a consumir menos. Consumindo menos, a economia também não cresce – salientou o advogado.
De acordo com o Ministério da Economia, todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na Região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, um crescimento de 0,12%. Em seguida, vem Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%); e Sul (356 postos, 0,00%).