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RS é o terceiro Estado do país com maior potência na geração própria de energia solar

Estado responde por 12,4% de todo o parque brasileiro de energia solar distribuída

15/07/2021 18h46 Atualizada há 1 semana
Por: Diones Roberto Becker Fonte: ABSOLAR
Rio Grande do Sul possui 69.325 conexões operacionais, espalhadas por 496 municípios (Foto: Diones Roberto Becker)
Rio Grande do Sul possui 69.325 conexões operacionais, espalhadas por 496 municípios (Foto: Diones Roberto Becker)

O Rio Grande do Sul está entre os três estados brasileiros com maior potência instalada de energia solar na geração própria. Segundo recente mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a região possui 730,7 megawatts (MW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

A potência instalada de energia solar distribuída no Rio Grande do Sul coloca o Estado na terceira posição do ranking nacional da ABSOLAR. Segundo a entidade, o território gaúcho responde sozinho por 12,4% de todo o parque brasileiro de energia solar distribuída.

O Estado possui 69.325 conexões operacionais, espalhadas por 496 municípios, ou aproximadamente 99,8% dos 497 municípios do RS. Atualmente, são cerca de 86.301 consumidores de energia elétrica que já contam com redução na conta de luz e maior autonomia e segurança elétrica.

Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Rio Grande do Sul a atração de mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos, geração de mais de 21,9 mil empregos e arrecadação de aproximadamente R$ 957,3 milhões aos cofres públicos.

Para Mara Schwengber, coordenadora estadual da ABSOLAR no Rio Grande do Sul, o Estado é atualmente um importante centro de desenvolvimento da energia solar. — A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de desenvolvimento sustentável, econômico e social para os gaúchos, com geração de emprego e renda, atração de investimentos privados e colaboração no combate às mudanças climáticas — comenta Mara Schwengber.

De acordo com a entidade, a construção de um marco legal para a geração distribuída no Brasil é o melhor caminho para afastar o risco de retrocesso à energia solar e demais fontes renováveis utilizadas para a geração distribuída de energia elétrica em telhados, fachadas e pequenos terrenos no país. O marco legal está atualmente em debate no Congresso Nacional por meio de Projeto de Lei (PL) nº 5.829/2019, de autoria do deputado federal Silas Câmara, e relatoria do deputado federal, Lafayette de Andrada. — Por isso, é fundamental o apoio da sociedade organizada e das empresas locais no sentido de estabelecer um arcabouço legal transparente, justo e que reconheça os benefícios da energia solar na geração distribuída no país — acrescenta a coordenadora estadual.

Para o presidente executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a energia solar fotovoltaica terá função cada vez mais estratégica para o atingimento das metas de desenvolvimento socioeconômico e sustentável em todos estados brasileiros. — A tecnologia fotovoltaica é essencial para a recuperação da economia e para aliviar a escassez de água dos reservatórios hidrelétricos, bem como para ajudar na redução da conta de luz de todos os consumidores — conclui Rodrigo Sauaia.

Sobre a ABSOLAR:

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada. A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no país e representando o setor fotovoltaico brasileiro internacionalmente.

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