
A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS) divulgou uma nota criticando a premiação, anunciada pelo Governo do Estado, para as cidades que vacinarem mais rápido as suas populações contra o novo coronavírus.
— A ideia do prêmio, na prática, é tentar mostrar que o Governo do Estado precisa intervir para impulsionar a vacinação. No entanto, os municípios têm sido muito ágeis neste tema. Ao incentivar uma ‘corrida do bem’, o governador passa para a sociedade, mais uma vez, que o atraso na vacinação é culpa dos municípios. E não é — afirma a federação na nota elaborada em assembleia geral na tarde da quinta-feira (24/6).
— Temos que deixar claro que a demora em vacinar não é culpa das administrações municipais, mas sim da falta de doses suficientes para imunizar toda a população gaúcha. As prefeituras estão fazendo, desde o início da pandemia, a sua parte. Sem vacilação. Com iniciativa e altivez. E com o início da vacinação, ainda mais! Portanto, além de incentivar a velocidade na vacinação, o Governo do Estado deveria, como já solicitamos em outra oportunidade, exigir mais vacinas. Para acelerar a vacinação, como deseja o Estado e as 497 prefeituras do Rio Grande do Sul, é preciso ter mais vacinas — prossegue o texto da FAMURS.
Prêmios:
Como forma de incentivar uma ‘competição saudável’ para a vacinação contra a Covid-19 entre os municípios gaúchos, o governo anunciou, na quinta-feira (24/6), premiações para que as cidades acelerem a imunização.
— É uma ‘corrida do bem’ que se estabelece para quem conseguir concluir a vacinação antes. Queremos dar incentivo aos municípios para que apliquem as vacinas rapidamente, porque isso é de interesse de todos, é para salvar vidas e para voltarmos à normalidade mais rapidamente — destacou o governador Eduardo Leite em transmissão ao vivo pelas redes sociais.
A proposta prevê R$ 1,25 milhão, divididos em duas datas: R$ 625 mil no dia 20 de julho e outros R$ 625 mil em 20 de agosto. A premiação será repassada aos municípios que, proporcionalmente, mais vacinarem, de acordo com o número de doses aplicadas e registradas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações sobre o número de doses distribuídas, em cada um dos quatro portes: acima 100 mil habitantes, de 99.999 a 50 mil habitantes, de 49.999 a dez mil habitantes e abaixo de dez mil habitantes.
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