
As ações de combate ao greening (HLB) em Palmitinho, onde foi confirmado o primeiro foco da doença no Rio Grande do Sul, já resultaram na vistoria de 522 imóveis e na erradicação de 201 plantas cítricas. Os trabalhos são realizados por equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A situação foi apresentada nesta quinta-feira (18) pelo diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, Ricardo Felicetti, durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa.
Segundo Felicetti, as ações de fiscalização e erradicação no raio de 500 metros ao redor do foco já foram concluídas. Já o monitoramento na área de 2,4 quilômetros está em fase final. A próxima etapa poderá ampliar a vigilância para municípios vizinhos em busca de possíveis novos registros da doença.
As medidas seguem as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB) e têm como principal objetivo controlar o psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da bactéria associada ao greening.
De acordo com a Seapi, a grande quantidade de plantas cítricas encontradas em áreas urbanas levou à ampliação do monitoramento. Nas próximas semanas, também serão realizadas novas inspeções em áreas rurais.
O superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, afirmou que a situação está sob controle e destacou que as equipes estaduais e federais seguem atuando de forma conjunta para conter a disseminação da doença.
Considerado uma das principais ameaças à citricultura mundial, o greening não possui cura. A doença reduz a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode causar a morte das plantas, tornando fundamental a identificação e eliminação rápida dos focos.
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