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SES/RS orienta para a suspensão de cirurgias eletivas em hospitais até 31 de março

Recomendação é devido ao aumento no número de internações por Covid-19

22/02/2021 17h15 Atualizada há 2 meses
Por: Diones Roberto Becker Fonte: SECOM-RS
Orientação da SES é para que os hospitais do Rio Grande do Sul suspendam as cirurgias eletivas até 31 de março (Foto: Jalmo Fornari)
Orientação da SES é para que os hospitais do Rio Grande do Sul suspendam as cirurgias eletivas até 31 de março (Foto: Jalmo Fornari)

O aumento no número de internações pelo novo coronavírus fez com que a Secretaria Estadual da Saúde (SES), por meio do Centro de Operação de Emergência Covid-19, publicasse um comunicado orientando que hospitais de todo o Rio Grande do Sul suspendam as cirurgias eletivas não emergenciais até 31 de março.

A recomendação é que a força de trabalho da equipe técnica, a área física e os equipamentos hospitalares sejam disponibilizados na integralidade para atendimentos a pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19.

Segundo a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada, Lisiane Wasem Fagundes, neste momento é preciso concentrar os esforços nos atendimentos a pacientes Covid, tendo em vista o crescimento acelerado no número de internações. — Porém, mantendo a coerência e o cuidado às outras doenças que também comprometem a saúde da nossa população — ressaltou a diretora.

Dados da manhã da segunda-feira (22/02) indicam lotação de 85% dos leitos de UTI adulto no Estado, com 1.089 pacientes confirmados no setor e outros 217 com a suspeita ou outro agravo respiratório, além de 985 por outras causas. Outras 2,6 mil pessoas seguem internadas por Covid-19 (confirmada ou suspeita) ou diferentes problemas respiratórios fora de UTI.

Entende-se por cirurgia eletiva, todos os procedimentos possíveis de postergação de agendamento e que não tenham forte possibilidade de causar agravamento da enfermidade a curto prazo em termos de risco de vida e perda de função ou órgãos, que tenham possibilidade de agendamento prévio e que não constituem urgência ou emergência ou que não sejam decorrentes de atendimento a pacientes pós-covid. A medida fica sujeita a alteração, podendo as cirurgias eletivas serem retomadas a qualquer momento, a partir da reavaliação dos casos suspeitos e confirmados pelo novo coronavírus.

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