
O terceiro dia consecutivo de depoimentos no processo sobre a morte do menino Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em Planalto, foi marcado pelo relato dos delegados que estiveram à frente da investigação. O primeiro a ser questionado, na tarde da sexta-feira (11/12), foi o delegado Ercílio Carletti, titular da DP do município, primeiro policial a investigar o caso enquanto ainda era um desaparecimento e descobrir que, na verdade, se tratava de um homicídio.
Ercílio Carletti, perguntado pela promotoria, sugeriu o que acredita ser a motivação do crime. — Ela (mãe do menino, ré pelo crime) me falou que o Rafael estava faltando com a disciplina, organização. Ela era extremamente organizada, rígida com a criação dos meninos — falou o delegado.
O policial ainda disse que ‘certeza absoluta’ que a mãe do menino, Alexandra Dougokenski, assassinou o filho. Ercílio Carletti ainda assegurou que investigou outras pessoas próximas da mulher, apontadas por ela, mas nenhuma outra pessoa teve relação com o caso. A defesa alega que se trata de homicídio culposo, sem intenção.
O depoimento também trouxe à tona o assunto do suicídio do pai do irmão de Rafael, José Dougokenski, que a família dele insiste em ser reaberto para investigação por suspeitar que ele tenha sido morto por Alexandra. Ercílio Carletti confirmou que acessou o inquérito durante a investigação do caso Rafael.
— O pai do Anderson foi vítima de suicídio em 2007. Uma corda idêntica à que foi usada para matar Rafael, de varal, só de outra cor. Os laudos diziam que foi por enforcamento — pontuou o delegado.
Testemunhas do caso voltaram a depor. Na quinta-feira (10/12), foram ouvidas pessoas próximas da convivência do garoto, como o ex-namorado de Alexandra, Delair de Souza, e o vizinho, Carlos Eduardo da Silva. Na quarta-feira (09/12), o pai do menino, Rodrigo Winques, também prestou depoimento.
A juíza do caso, Marilene Parizoto Campagnam disse que a intenção é que possa decidir se fará sentença de pronúncia da ré (quando o juiz confirma que o acusado pode ser culpado e leva o caso ao júri) já nos primeiros meses de 2021.
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