
Nos dias atuais quando falamos em ensino EaD percebemos que tivemos um avanço no que se fala em democratização da educação, ou seja, com a popularização dessa modalidade de ensino ela acabou por flexibilizar o ingresso de pessoas que antes não tinham essa condição, seja por falta de tempo ou por questões financeiras.
O Ensino à Distância barateou o curso de graduação, abriu novas possibilidades e está crescendo a cada ano de maneira muito rápida, permitindo, por exemplo, que centros menos populosos, que antes não teriam condições de ter uma faculdade, agora a desfrutem.
O EaD a cada dia nos mostra mais, o quanto ele está inserido em nosso meio, muitas pessoas estão tendo uma maior oportunidade de ensino graças a esta facilidade. Por outro lado, é inegável que a internet mudou todas as formas de interação entre os seres humanas e com uma expectativa de evolução inimaginável é fácil de prever que cada vez mais atividades serão feitas no campo virtual.
Se por um lado, essa facilidade garante o acesso, permite o ensino, sejamos justos, de qualidade, para todas as pessoas, por outro ela tira do universitário a vivência do ambiente estudantil. O aluno da modalidade EaD não sabe quem são seus colegas, dificilmente saberá o que é jogar conversa fora ou debater as suas demandas com outros colegas, ouvindo outras opiniões e ideias, o que se não faz parte diretamente da formação profissional, faz parte da formação humana.
No entanto, nesta fase difícil que estamos vivendo com a pandemia, o EaD se mostrou ainda mais presente no ensino, onde tudo parou, o EaD segue ativo com algumas adaptações, mas que deixa o aluno com tranquilidade no aprender da mesma forma.
No final das contas, podemos resumir que a educação à distância tem mais pontos positivos do que negativos e cumpre um papel fundamental. Seria loucura pensar hoje que ela possa deixar de existir, muito pelo contrário, essa modalidade de ensino caminha a passos largos para engolir, dentro de alguns anos ou décadas, aquilo que conhecemos como educação presencial e tradicional. As classes e instituições não se derem conta disso, infelizmente vão ficar para trás.
A internet mudou a forma com que vemos o mundo, a forma com que pensamos, a forma com que trabalhamos e a forma com que interagimos e também mudou a forma com que estudamos. O movimento rápido que existe no ensino superior começa a respirar na educação básica e felizmente não há como parar isso.