
Alessandro Braucks, começou a entrevista dizendo que a cultura de inverno é muito importante para a região. Ele cita que cerca de 40% da área que é plantada com soja usa o trigo como cultura no inverno.
Ele cita que nossa microrregião planta cerca de 15 mil hectares com a cultura do trigo. “De maneira geral neste ciclo, até este momento estamos tendo condições climáticas muito boas. As condições desta semana foram ruim por causa do excesso de umidade, mas de um modo geral é boa.”
Ele explica que o mês de julho foi de pouca chuva e as condições secas já eram minimamente prejudicial, sendo que neste última semana a chuva que era boa, acabou se tornando uma semana muito umidade e isso aumenta a possibilidade de incidência de doenças por exemplo.
Sobre o comportamento em relação a área plantada, o engenheiro cita que a cultura não sofre grandes alterações. “A cultura do trigo depende de muitos fatores. O agricultor gaúcha aguarda a questão de produtividade e também o comportamento da safra e de outras praças para saber se vai haver um melhoramento na questão de valorização.”
Sobre a relação com o mercado econômico, com a alta do dólar vai encarecer a cultura de verão. Ele explica que o agricultor que já comprou a lavoura anteriormente fez um bom negocio, aqueles que estão fazendo a compra de empresas que tem estoque ainda está conseguindo bons preços, no entanto, para quem deixar para comprar a partir de agora terá um problema grande de encarecimento dos produtos para lavoura.
Sobre o fato de que a região é uma das primeiras a semear a cultura de inverno, então isso pode ser um bom negócio para a região, já que com isso a cultura é colhida primeiro o que dá uma vantagem para a região em termos de mercado.
Ele explica que a região apresenta todos os cenários nas lavouras. Ele cita que foram feitos três ciclos de plantio e aqueles que com isso as condições climáticas terem reflexos diferenciados em relação a cada uma dessas lavouras que se encontram em estágios diferentes.
“O que a gente não consegue mexer é questão de clima, mas é necessário melhorar sempre o planejamento da lavoura.”