
Alexandra Dougokenski será ouvida mais uma vez no inquérito que investiga a morte de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em Planalto. A mãe dará depoimento no sábado (27/06), no Departamento de Homicídios do Palácio da Polícia, em Porto Alegre, a partir das 14 horas. Desta vez, a mulher de 33 anos será confrontada com o resultado das perícias do crime. São quase 30 laudos já concluídos pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) que somarão detalhes importantes à investigação.
Por enquanto, os delegados não divulgam os resultados das análises e trabalham na estratégia do interrogatório. A única perícia que ainda não ficou pronta é a da reconstituição, tecnicamente chamada de Reprodução Simulada dos Fatos, executada na quinta-feira (18/06) e com prazo de 30 dias para conclusão.
Os laudos confirmam que a causa da morte do menino foi por asfixia mecânica e também comprovam que ele ingeriu Diazepam. A mãe alega que usou o medicamento porque o filho estava agitado na noite de 14 de maio e disse, em depoimento, que não teve a intenção de matar o garoto. A Polícia Civil investiga o crime como homicídio doloso.
– A chefia está acompanhando este caso de perto e a minha sensação é que estamos entrando numa fase conclusiva da investigação, estamos nos encaminhando para a reta final do inquérito. A motivação da mãe surgiu como um resultado de todo o trabalho de investigação, da montagem desse quebra-cabeça – diz a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor.
Rafael desapareceu em 15 de maio no município de dez mil habitantes. Dez dias depois, a mãe admitiu a autoria do crime. Alexandra Dougokenski chegou a mobilizar a polícia e o Conselho Tutelar nas buscas pelo filho que estava escondido em uma caixa de papelão na casa vizinha. Detida na Penitenciária Feminina de Guaíba, a mãe está presa desde 25 de maio.
A Polícia Civil acredita que a corda de varal, que a mulher diz que usou para transportar o corpo, foi utilizada para estrangular de forma intencional o menino. O advogado de defesa, Jean Severo, afirma que os resultados dos laudos convergem com a versão da mãe em depoimento.
– Se ela quisesse realmente estrangular o filho, não faria isso com uma corda, teria feito com as mãos, com o fio do celular. E a corda não estaria também atada nas pernas. As perícias reforçam a tese de homicídio culposo – salienta o advogado.
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