
O delegado Ercílio Carletti recebeu na quarta-feira (24/06), parte dos laudos da perícia realizada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) em relação ao caso da morte de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em Planalto.
Segundo o portal Infoco RS, o delegado não vai divulgar maiores detalhes dos laudos sem antes realizar mais um interrogatório da mãe do menino, Alexandra Dougokenski, autora confessa do crime. Ercílio Carletti adiantou que a perícia confirmou que a causa da morte de Rafael foi por asfixia mecânica. Essa informação já havia sido divulgada, pois fazia parte da perícia preliminar do corpo.
Segundo a versão de Alexandra Dougokenski, após medicar o menino com diazepan e suspeitar que ele estava morto, ela usou uma corda para arrastar o corpo até a casa vizinha, onde ele foi encontrado dez dias após o crime. A versão da defesa é de que a asfixia tenha ocorrido no momento do transporte. A estratégia é tirar a intenção do homicídio doloso, o que daria para a mãe uma pena menor no momento do julgamento.
Em entrevista à Rádio Província, no sábado (20/06), o delegado disse que a Polícia Civil mantém a hipótese de homicídio doloso, que tudo indica para um crime intencional. Em entrevista, também ao portal Infoco RS, o diretor de Investigações do Departamento de Homicídios, Eibert Moreira Neto, ressaltou que a história contada pela mãe não parece plausível, mesmo após a reconstituição.
– Solicitei a prisão dela, porque na hora que localizamos o corpo, percebi que se tratava de estrangulamento. Não seria plausível arrastar e ficar aquela marca no pescoço do menino. A posição da Polícia Civil é de homicídio doloso desde o início e segue firme nessa posição. E vai ficar provado isso com a chegada dos laudos necroscópicos – afirmou o delegado ao portal InFoco RS.
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