
Em entrevista ao programa Tribuna Popular da Rádio Província FM, na tarde do sábado (20/06), o delegado responsável pelo caso Rafael Matheus Winques, Ercílio Carletti, revelou que pediu na sexta-feira (19/06), a prorrogação da prisão temporária de Alexandra Dougokenski, mãe do menino e autora confessa do crime.
– A primeira prisão temporária, de 30 dias, vence na próxima semana. Por isso, a necessidade da autoridade policial protocolar o pedido de prorrogação. Após esse período ainda é possível o pedido da prisão preventiva – esclareceu o delegado. Ele entende como fundamental a manutenção de Alexandra Dougokenski em cárcere, uma vez que, ainda estão sendo realizadas diligências e comprovando álibis de pessoas que apareceram na investigação como suspeitos.
Sobre a Reprodução Simulada dos Fatos, popularmente conhecida como reconstituição, realizada na quinta-feira (18/06) em Planalto, Ercílio Carletti destacou que todo o trabalho é desenvolvido baseado no depoimento da mãe da criança. – O procedimento atende ao pedido da defesa e da Polícia Civil, e tem como objetivo verificar certos detalhes da ocorrência – acrescentou nosso entrevistado. Ele ainda contou que o Instituto Geral de Perícias (IGP) requereu um mês para concluir os laudos em relação à reconstituição da morte do menino de 11 anos.
Perguntado, o delegado também respondeu sobre a reconstituição em si. Segundo ele, Alexandra Dougokenski passou mal logo que chegou à cidade de Planalto. – Ela foi atendida e conseguiu relatar e demonstrar aos policiais e peritos, o que aconteceu na madrugada de 15 de maio – ressaltou Ercílio Carletti.
Conforme o delegado ainda não está descartado outras participações no crime, no entanto, afirmou que até o momento tudo indica que a mãe agiu sozinha.
Nosso entrevistado também frisou que a linha de investigação adotada pela Polícia Civil aponta para homicídio doloso, ou seja, quando existe a intenção de matar.
– É difícil entender a atitude da mãe, dizendo que pessoas consideradas normais se chocam com tamanha brutalidade, mas que não tem como avaliar o que se passava na cabeça da mulher no momento do crime – disse Ercílio Carletti ao final da entrevista.
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