
Na sexta-feira (29/05), as autoridades avançaram na investigação da morte de Rafael Mateus Winques, em Planalto. A casa onde a criança de 11 anos morava e o local onde o corpo dele foi encontrado passaram por mais uma etapa de perícia, realizada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), a fim de elucidar a forma como ocorreu o homicídio.
– O local muitas vezes ‘fala’. Os fatos se deram dentro da casa da mãe e na casa vizinha, então temos que refazer todos esses locais – afirmou a chefe da Polícia Civil do RS, delegada Nadine Anflor, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade.
O corpo de Rafael foi encontrado pela Polícia Civil no final da tarde da segunda-feira (25/05), dentro de uma caixa de papelão, enrolado em um lençol e com uma corda no pescoço, numa casa localizada próximo à residência da família. A distância é de cerca de cinco metros.
Após confessar o crime à Polícia Civil, a mãe da criança afirmou que levou o corpo até a moradia vizinha, que se encontrava vazia. Os donos da residência estavam viajando.
Alexandra Dougokenski diz que amarrou o corpo em uma corda para poder puxá-lo até a casa onde foi encontrado, na parte externa, em uma garagem. Os policiais acreditam que ela poderia fazer este trajeto sozinha. Até o momento não há um indicativo de que outras pessoas participaram do crime, mas, segundo a delegada Nadine Anflor, é necessário trazer com certeza a verdade do que aconteceu, inclusive a possibilidade de premeditação.
– O que se tem hoje é a confissão da mãe e o menino encontrado dentro de uma caixa de papelão. Tem inúmeros questionamentos que se faz: como é que esse menino foi colocado? Ele foi arrastado? Essa caixa de papelão já estava lá? Olha, colocar uma criança de 11 anos dentro de uma caixa de papelão, não é uma caixa que a gente tem no fundo da casa. Isso não foi premeditado? Tudo isso teremos para apurar – ressalta a chefe da Polícia Civil do RS.
Atualmente, os peritos trabalham na elaboração do laudo do local do crime, onde são analisados todos os vestígios encontrados. O Departamento de Perícias Laboratoriais de Porto Alegre ainda está analisando as amostras que foram coletadas, com uso de luminol. No dia 22 de maio, uma semana após o menino desaparecer, foi realizada busca por vestígios na casa onde a criança vivia, na residência da avó e em um veículo.
Alexandra Dougokenski está presa temporariamente por 30 dias para que a atuação no homicídio seja apurada. Mas, dependendo do que for verificado, poderá ser solicitada a prisão preventiva, que, neste caso, não tem prazo determinado.
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