
Na busca por tentar desvendar como aconteceu a morte de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, a investigação em Planalto segue uma série de passos. A Polícia Civil apura o caso como um homicídio doloso, quando há intenção de matar. A mãe do garoto, Alexandra Dougokenski, de 32 anos, confessou o crime, mas diz que a morte aconteceu de forma acidental, provocada por uma dose de medicamento.
Uma das próximas etapas da investigação será o novo depoimento de Alexandra Dougokenski. Os policiais pretendem ouvir a mulher pela terceira vez desde que ela confessou a morte do filho, na segunda-feira (25/05). A própria mãe indicou aos investigadores o local onde estava escondido o corpo do menino. O cadáver havia sido depositado em uma caixa de papelão, na garagem da residência próxima da casa onde a criança vivia com a família.
Depois disso, já presa de forma temporária, Alexandra Dougokenski foi ouvida novamente, na quarta-feira (27/05), em Iraí, onde estava detida. Ela manteve a versão que havia apresentado antes. A mulher alega que o filho estava agitado, não queria dormir e que, por isso, ela deu a ele dois comprimidos de Diazepam. Sustenta que isso causou a morte da criança e que ela sozinha escondeu o corpo. Após ser ouvida, foi transferida para uma prisão da Região Metropolitana.
A perícia inicial no corpo de Rafael apontou que ele foi morto por estrangulamento, o que contraria a versão apresentada pela mãe. Um dos responsáveis pela defesa da mulher, o criminalista Jean Severo sustenta a tese de homicídio culposo. Ele diz que a asfixia pode ter acontecido durante o transporte do corpo. Outra perícia está sendo realizada para verificar se Rafael realmente ingeriu o medicamento.
O depoimento de Alexandra Dougokenski não é o único, já que no momento outros familiares estão sendo ouvidos. – Estamos tomando diversas oitivas, depoimentos de outros familiares, pessoas próximas. A gente pretende aguardar laudos periciais de diversas naturezas que estão sendo feitos. E há outras diligencias que não podemos divulgar agora – afirma o delegado Joerberth Nunes, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI).
Novo depoimento da mãe:
O depoimento deve acontecer, segundo a defesa de Alexandra Dougokenski, na quarta-feira (03/06), às 14h00min, em Porto Alegre. Os advogados vão acompanhar a cliente. Antes disso, devem ser realizadas novas etapas da investigação.
Buscas:
A Polícia Civil solicitou à Justiça alguns mandados de busca para locais de Planalto. Entre eles, está a casa onde o menino foi encontrado morto e a residência da criança. – A intenção é buscar novas pistas que possam auxiliar na investigação – reitera o delegado Ercílio Carletti.
Celular:
Os dados do telefone celular de Rafael foram extraídos por meio de perícia realizada com a colaboração do Núcleo de Inteligência do Ministério Público. Conforme o delegado Ercílio Carletti, os dados foram obtidos, mas agora estão sendo analisados.
– Recebemos muitos dados, mas essa análise demanda tempo. Os policiais estão fazendo isso no momento – revelou o delegado. O objetivo é verificar se algum conteúdo apagado, como mensagem ou imagem, pode contribuir para elucidar o crime.
Reconstituição:
A reprodução simulada dos fatos é uma das possibilidades estudadas pela Polícia Civil para verificar pontos da versão da mãe. Entre eles, por exemplo, se a mulher seria capaz de carregar sozinha o corpo do filho, como diz ter feito. E também onde ela obteve a caixa de papelão para depositar o cadáver da criança. Esse procedimento, quando solicitado pela Polícia Civil, deve ser realizado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).
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