
Em novo depoimento à Polícia Civil, Alexandra Dougokenski, presa temporariamente pela morte do filho, manteve a versão que já havia apresentado. A mulher afirmou novamente que matou Rafael Mateus Winques, de 11 anos, de forma acidental e escondeu o corpo. Ela disse que fez isso sozinha. A criança foi encontrada morta no fim da tarde da segunda-feira (25/05), numa casa vizinha a qual Rafael morava com a família, em Planalto.
Segundo o delegado Ercílio Carletti, que conduz a investigação, a mulher de 33 anos foi ouvida na manhã da quarta-feira (27/05), no Presídio Estadual de Iraí onde está detida. O novo depoimento foi tomado por policiais civis de Iraí.
– Ela manteve a mesma linha que havia confessado. Excluiu a participação de outra pessoa e afirma que a morte aconteceu pelo uso de medicação – relatou o delegado.
Alexandra alegou à Polícia Civil que, na quinta-feira (14/05), brigou com o filho porque ele não queria deixar o celular e dormir. E, por isso, tirou o aparelho dele e deu dois comprimidos de Diazepam para o menino se acalmar. A mulher diz que percebeu durante a madrugada que o garoto estava morto e, por isso, escondeu o corpo na garagem de uma casa vizinha.
Ainda, conforme o delegado, apesar da versão dela, a Polícia Civil segue apurando o caso como homicídio doloso. Também é investigado se houve participação de outra pessoa no crime. No momento, as duas hipóteses estão sob investigação.
A análise inicial realizada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que o menino foi morto por asfixia mecânica por estrangulamento, o que contraria a versão da mãe. No novo depoimento, segundo o delegado Ercílio Carletti, a mulher não admitiu ter asfixiado o filho. Ela afirma que usou cordas e fios para transportar o corpo da criança.
A Polícia Civil decidiu solicitar o novo depoimento porque há previsão de transferência de Alexandra para uma unidade prisional na Região Metropolitana. Os advogados responsáveis pela defesa da mulher estiveram na Delegacia de Polícia de Planalto. A defesa sustenta que o caso se trata de homicídio culposo.
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