
O julgamento do habeas corpus que estava marcado para a tarde da terça-feira (17/5), na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-RS), foi cancelado. Conforme o presidente do órgão julgador e relator do processo, desembargador José Antônio Cidade Pitrez, a defesa de Alexandra Salete Dougokenski solicitou desistência. O pedido era para que fosse realizada perícia de voz em arquivo de áudio. A mulher é acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, na cidade de Planalto, em maio de 2020.
O habeas corpus questionava a decisão proferida pela juíza de Direito, Marilene Parizotto Campagna, da Comarca de Planalto, que, no começo da sessão do julgamento de Alexandra Dougokenski, no dia 21 de março, havia indeferido o pedido da defesa de realização da perícia em razão de que o prazo para requerimento de provas já tinha se encerrado. Por conta dessa negativa, a banca abandonou o plenário do júri, que foi cancelado.
No domingo (15/5), a partir de novos fatos apresentados pela defesa de Alexandra Dougokenski, a magistrada de Planalto determinou a realização de perícia no arquivo de áudio. O procedimento deverá ser realizado pelo Departamento de Criminalística do Instituto Geral de Perícias (IGP) do Estado, em prazo fixado de 40 dias a contar do recebimento do material, para apurar se é possível identificar a hora e data de criação do arquivo e sua origem.
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