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Inadimplência do consumidor brasileiro cresce ao menor ritmo em quase dois anos

53% dos entrevistados têm dívidas que não ultrapassam R$ 1 mil

Por: Editoria Local Fonte: CNDL e SPC Brasil
13/10/2019 às 18h49 Atualizada em 13/10/2019 às 18h52
Inadimplência do consumidor brasileiro cresce ao menor ritmo em quase dois anos
Renda e desemprego são os fatores que mais pesam na capacidade de pagamento de dívidas das famílias (Foto: Reprodução/Agência do Rádio)

O número de pessoas físicas inadimplentes no país continua crescendo, mas em patamares mais modestos do que em períodos anteriores.

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o volume de consumidores com contas em atraso aumentou 1,3% no último mês de setembro na comparação com igual período de 2018. Trata-se da menor expansão do número de devedores desde dezembro de 2017, quando a variação também havia sido de 1,3%. Em setembro do ano passado, a inadimplência cresceu 3,9%.

O arrefecimento da inadimplência também dá sinais mais evidentes na comparação mensal do indicador. Nesse caso, sem ajuste sazonal, a quantidade de consumidores com contas atrasadas apresentou um leve recuo de -0,5%, o que configura a quarta queda seguida na série histórica do indicador.

Outro dado que caminha na mesma direção é o número de dívidas em atraso, que teve queda de -2,5% em setembro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2018. Essa foi a quarta contração seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a expectativa é de que a inadimplência não volte a crescer a taxas expressivas no curto prazo, mas apresente sinais de estabilidade.

– A economia e o consumo seguem se recuperando de forma lenta e gradual, e assim deverá ser o comportamento nos próximos meses. Isso impedirá que a inadimplência cresça a taxas expressivas como no passado, mas por sua vez, também não será o suficiente para induzir uma queda mais acentuada no número de atrasos. Ainda demorará para observarmos um aumento expressivo na renda do brasileiro e na queda do desemprego, que são os fatores que mais pesam na capacidade de pagamento das famílias – afirma Roque Pellizzaro Junior.

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