
Depois de quatro anos e quatro meses de investigação e equipes de atuação exclusiva em três Estados e novas ações em desenvolvimento, a Operação Lava-Jato resultou na condenação de 182 réus, alguns em mais de um processo. Neste momento, 61 pessoas estão presas em regime fechado.
Investigadores comemoram os resultados, mas demonstram preocupação com o futuro. Em setembro, o ministro Dias Toffoli, crítico a prisões após sentenças em segunda instância, assumirá a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e há o temor de que ele retome a discussão que poderá levar a um novo entendimento sobre a antecipação da execução de penas.
A atuação do Supremo na Lava-Jato cresceu assim que as primeiras condenações foram confirmadas em segunda instância. Uma torrente de recursos contra decisões e pedidos de liberdade passou a bater à porta do tribunal. Em geral, os casos são julgados pela 2ª Turma.
