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SEAPDR toma medidas para conter casos de mormo no RS

Doença não era registrada desde julho de 2017 no Estado

Por: Editoria Local Fonte: SECOM-RS
24/09/2019 às 12h57 Atualizada em 24/09/2019 às 13h00
SEAPDR toma medidas para conter casos de mormo no RS
Casos mais recentes de mormo foram constatados em propriedades em São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha (Foto: Fernando Dias/SEAPDR)

As equipes veterinárias da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) estão tomando todas as medidas de defesa sanitária animal necessárias para o enfrentamento dos casos de mormo detectados em cavalos em uma propriedade em São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha. A doença não era registrada desde julho de 2017 no Estado.

O serviço veterinário oficial está fazendo ação de vigilância onde os casos foram constatados. As propriedades estão isoladas, sendo proibida a saída ou entrada de animais, até que sejam feitos todos os procedimentos de sanidade.

– O mormo não tem tratamento nem vacina e é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitido para o ser humano, por isso é necessário o sacrifício do animal – explica Gustavo Nogueira Diehl, médico veterinário e fiscal estadual agropecuário do Departamento de Defesa Agropecuária. Ele reforça a necessidade do exame veterinário obrigatório nos animais a cada seis meses. – O exame ainda era uma obrigatoriedade e, diante do quadro, torna-se ainda mais importante – salientou Gustavo Nogueira Diehl.

Os métodos oficiais utilizados para o diagnóstico do mormo no Brasil e consequentemente adotados no Rio Grande do Sul são os de Fixação do Complemento (FC), ELISA (testes de triagem), técnicas previstas na Instrução Normativa nº 06/2018, podendo ser utilizado para diagnóstico confirmatório e conclusivo o método de diagnóstico molecular e bioquímico de Western Blotting (WB). Todos esses métodos estão previstos nas inúmeras recomendações da OIE e foram utilizados por países como os EUA e a Inglaterra, que obtiveram sucesso na erradicação do mormo.

O RS teve seu primeiro caso de mormo confirmado em 2015, totalizando 47 focos de junho de 2015 até julho de 2017. O último foco no Estado havia ocorrido em julho de 2017, fato que fez com que o Rio Grande do Sul pleiteasse o status de Zona Livre de Mormo.

Desta forma, o pleito do RS para ser reconhecido como Zona Livre de Mormo fica suspenso, considerando que um dos critérios que deve ser atendido conforme preconizado na IN nº 06/2018 é de que o Estado esteja há pelo menos três anos sem registrar nenhum novo foco da doença.

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