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PF faz ofensiva em Tenente Portela contra quadrilha especializada no contrabando de cigarros

Grupo criminoso estava sendo investigado desde 2018

18/11/2021 às 11h05
Por: Diones Roberto Becker Fonte: Jornal O Sul
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Operação Carcinoma foi deflagrada na manhã da quinta-feira (18/11) (Foto: Divulgação | PF)
Operação Carcinoma foi deflagrada na manhã da quinta-feira (18/11) (Foto: Divulgação | PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã da quinta-feira (18/11), a Operação Carcinoma, para desarticular uma organização criminosa especializada em contrabando de cigarros do Paraguai, com atuação nos três estados da Região Sul do Brasil.

Na ação, 80 agentes da PF e dez policiais rodoviários federais cumpriram dez mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Tenente Portela e Três Passos.

Em Santa Catarina, nos municípios de Chapecó, São Miguel do Oeste e Cordilheira Alta, e no Paraná, em Guaíra, Cascavel, Umuarama e Floresta. Também são executadas ordens judiciais para sequestro de veículos e valores em contas bancárias em virtude da prática de lavagem de dinheiro pela organização criminosa.

A investigação teve início em 2018, a partir da troca de informações entre o Núcleo de Inteligência da Delegacia de Polícia Federal de Santo Ângelo e o Serviço de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Sarandi. A partir desse momento, as investigações ocorreram de maneira conjunta pela PF e PRF.

A apuração identificou a atuação de grupo criminoso organizado, baseado na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, especializado no contrabando de cigarros paraguaios em larga escala.

Nesse período, em 19 flagrantes, foram apreendidos cerca de 12 milhões de maços de cigarros estrangeiros, 33 caminhões, oito automóveis e presas 44 pessoas. O valor estimado da mercadoria apreendida é de aproximadamente R$ 60 milhões, com aproximadamente R$ 30 milhões em tributos sonegados.

Inicialmente, a organização criminosa utilizava caminhões registrados em nome dos próprios motoristas responsáveis pelo transporte dos cigarros contrabandeados. Com a sequência de prisões em flagrante e apreensões, o grupo passou a contratar ‘laranjas’ para registro dos seus veículos, pagando uma espécie de ‘aluguel’ mensal pelo nome emprestado à organização criminosa, sendo que alguns sequer possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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