
Há aproximadamente 10 dias, os radares móveis foram retirados temporariamente das rodovias federais do país, inclusive no Rio Grande do Sul por determinação do presidente Jair Bolsonaro.
A suspensão seguirá em vigor até o Ministério da Infraestrutura concluir reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas, segundo especifica o documento presidencial.
Já a situação dos pardais e as lombadas eletrônicas nas BRs é uma incógnita à parte. Há contratos em vigor, que deveriam ter equipamentos ligados. Porém, como Bolsonaro se manifestou contrário a estes controladores também, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não informa se eles estão ou não registrando infração.
A última resposta que conseguimos da autarquia é que de 14 de janeiro a 8 de abril de 2019 eles não estavam ligados. Depois disso, apesar de diversos questionamentos, nenhuma resposta objetiva foi obtida.
As rodovias estaduais do Rio Grande do Sul também têm peculiaridades a serem observadas. Os pardais estão desligados há mais de um mês porque os contratos anteriores chegaram ao fio. O governo está realizando licitação para contratar nova empresa e, hoje, não há previsão de quando eles voltarão a funcionar.
Já as lombadas eletrônicas estão atuando. Quatro dos cinco contratos chegam ao fim em janeiro de 2020. O quinto só tem previsão de término em junho do ano que vem.
Por fim, os radares móveis seguem em atuação, pois a determinação de Bolsonaro só se aplica nas rodovias federais, e não nas estaduais.
E há, também, equipamentos que lembram pardais, mas não registram infração. Nas rodovias estaduais (clique aqui). E nas federais. Mas essa é uma outra história.