
Costumes, ideologias, crença, educação e outros fatores devem ser levados em consideração quando o assunto é a alimentação. Já faz tempo que o ato de comer deixou de se limitar somente à função nutritiva e passou a se relacionar também com processos afetivos e socioculturais. Porém, o prazer gerado pelo alimento pode tornar-se um problema, se esse passar a ser considerado uma válvula de escape para estresse ou para sentimentos negativos.
A fome é a necessidade de comer desencadeada pela falta de energia, e pode ser dividida em dois tipos: a fome fisiológica, que é a sensação física e não relacionada a alimentos específicos, e o apetite hedônico relacionado ao prazer e recompensa, e que ocorre mesmo sem a deficiência de energia.
Quando a comida é utilizada para lidar com problemas pessoais, o apetite sentido é considerado como fome emocional. Os principais fatores que podem levar à fome emocional são necessidades básicas não atendidas, como sono inadequado e dietas restritivas sem orientação nutricional, e situações do dia a dia, como desentendimentos com pessoas próximas, problemas no emprego, e outras circunstâncias que provoquem estresse e sentimentos de raiva, ansiedade, medo, tristeza, cansaço e insegurança.
A fome emocional pode levar ao excesso de peso ao longo do tempo, desencadeando a obesidade. Além disso, pode evoluir para um distúrbio nutricional, como o transtorno da compulsão alimentar, que é a ingestão de uma grande quantidade de alimentos em um curto período de tempo com perda de controle sobre o ato de comer, gerando angústia e sofrimento.
Você consegue direferenciar a fome emocional da fome física, quando sente necessidades específicas de consumir algum alimento, como, por exemplo, “estou com fome de comer pizza, chocolate, sorvete, bolo” isso é fome emocional. Já a fome física começa com um vazio no estomago, evoluindo para a sensação de ronquidão na barriga e fraqueza, e que passa ao se alimentar. Então com essas dicas, comece a ouvir os sinais do seu corpo.