
No começo desta semana, a Polícia Civil de Tenente Portela conseguiu identificar o terceiro indivíduo com participação no assassinato do taxista Ramiro Heuert, ocorrido na noite de 14 de julho de 2021. O homicídio aconteceu às margens da ERS 330, na estrada de acesso à localidade de Alto Alegre, interior do município.
A Polícia Civil informou que na data do fato já procedeu com as primeiras diligências. Horas depois, apurou-se preliminarmente que pelo menos três homens estavam no táxi no momento dos disparos que causaram a morte de Ramiro Heuert. O trio fugiu após o crime.
Analisando imagens captadas por câmeras de monitoramento, a investigação descobriu a rota que a vítima percorreu desde que saiu de sua residência até o momento do embarque dos três indivíduos no táxi.
— Uma câmera localizada próxima ao local onde a vítima aguardava os supostos clientes foi determinante para os próximos passos das investigações. Com base na análise daquelas imagens, os policiais civis conseguiram obter a identificação de um dos três suspeitos. Tratava-se de um morador da cidade de Tenente Portela — revelou o delegado Roberto Fagundes Audino.
Conforme o Setor de Investigações da Polícia Civil de Tenente Portela, o sujeito identificado já é investigado pelos crimes de tráfico de drogas e receptação no município. Os inquéritos policiais referentes a esses casos estão em fase final e, em breve, serão enviados para apreciação do Poder Judiciário.
Com base em imagens e informações coletadas, foram requeridos à Justiça vários mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis encontraram e apreenderam evidências importantes da participação do sujeito no crime, o que culminou na sua prisão preventiva. Os indícios possibilitaram a identificação total do segundo envolvido e detalhes relevantes sobre o último integrante do trio.
Diante dos materiais encontrados, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do segundo envolvido. No entanto, ele se encontra na condição de foragido. O terceiro indivíduo – que já teve sua prisão preventiva solicitada – também segue com paradeiro incerto.
Em uma publicação no Facebook da 22ª DRPI, foi ressaltado que em razão do inquérito policial ter réu preso, o que diminui o prazo para conclusão, o procedimento já foi encaminhado ao Poder Judiciário.
De acordo com o delegado Roberto Fagundes Audino, o fato de o inquérito policial já ter sido remetido ao Poder Judiciário, não significa que o caso esteja encerrado. — A Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas no crime — acrescentou o delegado.
Relembre o caso:
Na noite de 14 de julho, o taxista foi chamado para uma corrida. Na estrada de acesso à localidade de Alto Alegre, ele foi atingido por dois disparos de arma de fogo na região da cabeça. A vítima chegou a ser socorrida ao Hospital Santo Antônio (HSA) de Tenente Portela, mas não resistiu aos ferimentos.
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