
Consideradas menos vulneráveis a complicações da covid-19, ainda assim as crianças somam um número crescente de vítimas da doença no Rio Grande do Sul e no Brasil — onde já morreram pelo menos 1.155 menores de 12 anos até a primeira semana deste mês devido à pandemia.
Apesar de uma recente tendência de agravamento superior à média nacional, os gaúchos ainda apresentam o menor índice de morte infantil do país por coronavírus quando se leva em conta a população nessa faixa etária.
Em todo o ano passado, morreram oito crianças no Rio Grande do Sul com diagnóstico confirmado para o vírus. Em 2021, em praticamente metade do tempo, já foram contabilizadas mais 13 vítimas. Houve um crescimento de quase quatro vezes na velocidade de registro de óbitos: enquanto até dezembro era feita uma notificação a cada 45 dias e meio, desde janeiro o intervalo médio caiu para 12 dias.
— Não há indício de que novas cepas do coronavírus provoquem um quadro mais grave em crianças. A questão é que, quando a pandemia está descontrolada, também tem impacto maior sobre elas, mesmo que complicações sejam bem mais raras — observa o infectologista e pediatra Marcelo Scotta, membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.
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