
É grave a situação da saúde pública na região neste início de 2019. Por enquanto, os reflexos ainda são pouco sentido pelo público, mas, se a situação não se normalizar nos próximos dias, a tendência é de um colapso profundo nos serviços oferecidos.
O Hospital Santo Antônio de Tenente Portela, enfrenta dificuldades para quitar a folha salarial. Com a falta de recursos e com os atrasos que são recorrentes a um bom tempo a administração da casa de saúde faz força para que isso não se reflita no atendimento. A UCI neonatal, segue fechada e sem prazo para reabrir.
A boa notícia é que aparentemente os prefeitos e administrares municipais estão com melhor ânimo para contribuir com entidade e unidos para ajudar a administração na busca por recursos e na solução de problemas. Umas das boas notícias dessa semana é de Vista Gaúcha que aprovou na Câmara de Vereadores o repasse de R$ 200 mil reais.
O serviço básico que é oferecido pelos municípios também enfrenta enormes dificuldades, principalmente pelo grande volume de acumulados que os municípios tem em haver no governo do estado, de serviços que foram prestados, mas, não foram pagos ou não receberam a contra-partida acertada.
No final do ano passado esse montante era de mais de 500 milhões de reais. Algumas prefeituras da região acumulavam em valores a receber quantias que chegavam a 8 milhões de reais. Para quem acompanha a gestão pública sabe o quanto esse valor é substancial para municípios como os que existem por aqui.
A última má notícia vinda do setor, veio do município do Braga que teve o Hospital Santo Antônio, que era mantido com recursos do locais, interditado.
O município tenta buscar uma solução e sonha com a possibilidade dele voltar a abrir as portas em breve, mas a tendência e o histórico, mostra exatamente o contrário. Hospitais locais, de pequeno porte, que fecharam as portas, não conseguiram reabrir, vide, Redentora que teve o Santa Rita de Cássia fechado e não conseguiu mais voltar.
A manutenção do regular atendimento à saúde da população local após a interdição do Hospital Santo Antônio, no município de Braga, foi tema de reunião presidida pela promotora de Justiça Dinamárcia Maciel de Oliveira.
Na ocasião, a promotora recebeu informações sobre a estratégia municipal para a superação desse momento atípico. “É imperioso que o Executivo Municipal estabeleça um plano emergencial para cobertura das hipóteses de urgência e emergência que demandem internação hospitalar, disse Dinamárcia.
Conforme o plano de atendimento emergencial apresentado pelo Município, os atendimentos ordinários são feitos na Unidade Básica de Saúde até às 22h e, para atendimentos após esse horário, são acionados por telefone o motorista de plantão para remoção até o Hospital Santo Antônio de Tenente Portela, com o qual há convênio. O plano estaria, inclusive, sendo divulgado pela programação de rádio do Poder Executivo em emissora local.
O Município de Braga informou, ainda, que está firmando contrato nos próximos dias com o Hospital de Campo Novo, para que este passe a ser a porta de entrada no atendimento à população braguense. Além disso, irá adquirir novo telefone móvel para atendimento de chamadas de emergência, sem prejuízo a que os próprios cidadãos braguenses busquem atendimento em Campo Novo.
A Promotora de Justiça destacou que a problemática envolvendo o funcionamento do Hospital Santo Antônio e, inclusive, os repasses de verbas feitos à Instituição pelo Município, vem sendo acompanhada de longa data, inclusive por anteriores titulares e substitutos da Promotoria de Justiça, tendo originado um Termo de Ajustamento de Conduta entre os interessados firmado em 2009 e rememorado no ano de 2017, para revisão e fiscalização do MP, quando então foi arquivado o expediente mais remoto acerca do tema, por ausência de elementos que fizessem concluir pela necessidade de execução do título extrajudicial.