
A Polícia Civil finalizou nesta terça-feira, dia 7, o processo investigativo que apura a morte da pequena Cláudia Kauani Basso Pommer, de 6 anos, vítima de um incêndio ocorrido na madrugada de 12 de março, no município de Chiapetta.
Segundo o delegado Bruno Chaves, que conduziu o caso, o pai da menina foi responsabilizado por homicídio culposo por omissão — quando não há intenção de matar, mas ocorre falha no dever de cuidado.
Em entrevista à Rádio Querência, a autoridade policial relatou que as apurações indicam que a criança permaneceu sozinha na residência por mais de duas horas. Conforme o levantamento, o homem deixou o local por volta da 1h20, enquanto o fogo teria começado aproximadamente às 3h20, período em que ele ainda não havia retornado.
Outro elemento considerado crucial foi o fato de a casa estar trancada, o que impossibilitou a saída da menina. De acordo com o delegado, caso houvesse um responsável presente, as chances de sobrevivência seriam maiores, já que bastaria abrir a porta e deixar o imóvel. O corpo da vítima foi localizado próximo à saída, indicando que ela pode ter acordado e tentado escapar.
O exame realizado pelo médico legista confirmou que a morte ocorreu em decorrência das chamas, evidenciando que a criança ainda estava viva quando o incêndio começou. Já a origem do fogo segue indefinida, pois o laudo do Instituto-Geral de Perícias ainda não foi concluído.
Durante as investigações, também foi descartada a versão inicial de que o pai teria saído para comprar alimento. Foi constatado que ele esteve em um bar localizado em um posto de combustíveis e, posteriormente, seguiu para outro ponto da cidade, retornando somente depois das 4h. Um exame foi solicitado para verificar possível ingestão de álcool, mas o resultado ainda não está disponível.
Ao chegar ao local e perceber o incêndio, o homem tentou resgatar a filha, sofrendo queimaduras graves. Ele precisou ser contido por pessoas que estavam nas proximidades devido ao seu estado de desespero.
O fato ocorreu em uma casa situada na localidade de Vila Nova, na saída para Inhacorá, onde pai e filha residiam. Testemunhas relataram que ambos mantinham um bom relacionamento.
O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que irá avaliar o caso. Conforme a Polícia Civil, o investigado responderá em liberdade, pois não há основания legais para prisão neste momento.
Assim que os laudos periciais forem finalizados, eles serão anexados ao processo e enviados ao Poder Judiciário, concluiu o delegado.
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