
A Associação Portelense de Proteção Auxílio e Tratamento aos Animais (APPATA) suspendeu temporariamente o resgate de cães e gatos. A decisão foi motivada pelo acúmulo de despesas ainda não quitadas com clínicas veterinárias – situação que compromete o caixa da entidade e impede a abertura de novos atendimentos até a regularização dos pagamentos.
Segundo a associação, o elevado número de casos em aberto resultou em dívidas com as clínicas responsáveis pelos atendimentos. A medida busca reorganizar as finanças para garantir o pagamento dos serviços já prestados e formar uma reserva destinada aos próximos resgates.
A APPATA explica que cada animal acolhido gera uma série de despesas assumidas integralmente pela entidade. O atendimento inclui consultas, exames, medicamentos, cirurgias e tratamentos ortopédicos, alimentação e diárias em clínicas veterinárias até a recuperação completa e liberação para adoção.
A manutenção da associação depende, principalmente, de doações espontâneas da comunidade e de ações beneficentes, como rifas, brechós e campanhas de PIX premiado. A entidade também recebe recursos do programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG), porém esses valores possuem destinação específica e podem ser aplicados apenas na compra de determinados medicamentos e ração.
Sem sede própria ou abrigo, a APPATA encaminha os cães ou gatos resgatados às clínicas veterinárias quando necessitam de tratamento. Após a alta médica, eles seguem para lares temporários enquanto aguardam adoção definitiva. A divulgação dos animais começa ainda durante o período de recuperação e é intensificada quando estão aptos a deixar a clínica.
Conforme a entidade, filhotes e cães adultos de pequeno porte costumam encontrar novos lares com rapidez. Já cães adultos de médio e grande porte, além dos idosos, enfrentam maior dificuldade para adoção. Entre os felinos, a procura é mais elevada, especialmente por filhotes, que normalmente são adotados em menos de 24 horas.
Fundada em junho de 2020, a APPATA contabiliza cerca de 230 fichas de atendimento por ano. Cada registro pode representar o resgate de um único animal ou de ninhadas inteiras, o que amplia significativamente os custos assumidos.
Todo o trabalho é desenvolvido por voluntários. A diretoria reúne 11 integrantes, responsáveis pela administração da entidade, acompanhamento dos atendimentos, prestação de contas, pagamentos e gerenciamento das redes sociais. Um segundo grupo, formado por cerca de 20 pessoas, atua nos resgates, oferece lares temporários e auxilia nas ações de arrecadação. Outros 112 colaboradores apoiam a causa por meio de divulgações, campanhas e doações.
A associação destaca que nenhum dos integrantes recebe remuneração. Todos exercem atividades profissionais em outras áreas e dedicam parte do tempo livre ao trabalho voluntário. Pessoas interessadas em integrar a equipe podem entrar em contato pelo perfil oficial da APPATA no Instagram.
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