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Sindicato alerta para déficit de policiais civis e impacto na segurança do RS

Sindicato aponta carência de efetivo e defende ampliação do cadastro de reserva para atender demandas da população e fortalecer investigações

Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província com informações Correio do Povo
04/03/2026 às 11h45
Sindicato alerta para déficit de policiais civis e impacto na segurança do RS
(Foto: Reprodução La+)

O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores (Ugeirm) apresentou um projeto de ampliação do efetivo policial a parlamentares na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs). Segundo a entidade, o estado conta atualmente com pouco mais de 5,4 mil agentes, enquanto o número ideal para garantir a segurança pública seria de aproximadamente 9,5 mil profissionais. O vice-presidente do sindicato, Fabio Nunes de Castro, argumentou que as 360 vagas abertas no concurso de janeiro são insuficientes para suprir a carência histórica da instituição.

A defasagem é acentuada por uma vacância superior a 1,3 mil postos de trabalho, decorrente de aposentadorias e exonerações ocorridas entre 2019 e o ano passado. De acordo com Castro, a escassez de pessoal compromete diretamente o atendimento à população: em mais de 80 municípios gaúchos, existe apenas um servidor da Polícia Civil disponível.

Nessas localidades, as delegacias precisam ser fechadas temporariamente sempre que o agente realiza diligências externas, interrompendo o serviço de plantão e atrasando o andamento de investigações criminais.

Impacto na formação e carência de delegacias especializadas

O representante da categoria também destacou problemas no aproveitamento de candidatos aprovados. Dados do sindicato apontam que mais de 60% dos alunos que iniciam o curso de formação não chegam a ser nomeados, muitas vezes devido a desistências por aprovação em certames de outros estados com planos de carreira mais atrativos, como Santa Catarina.

A Ugeirm defende a ampliação do cadastro de reserva como uma estratégia sem custos imediatos, que permitiria ao governo realizar nomeações conforme a necessidade e a validade do concurso.

Outro ponto crítico levantado durante a reunião na Alergs foi a relação entre o baixo efetivo e o aumento dos índices de feminicídio no estado. Fabio Castro lamentou que, dos 497 municípios gaúchos, apenas 22 possuam delegacias especializadas no atendimento à mulher.

A entidade reforça que o fortalecimento do quadro de investigadores é essencial para garantir a proteção de grupos vulneráveis e a eficiência do sistema de justiça criminal em todo o território gaúcho.



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