A atuação da AEGEA/Corsan voltou a ser alvo de críticas e medidas legais em dois municípios da região. Em Campo Novo, a empresa foi denunciada na Câmara de Vereadores por suposta cobrança indevida nas contas de água. Já em Cruz Alta, a Prefeitura ingressou na Justiça para exigir reparos em vias públicas danificadas após obras da concessionária.
Na sessão ordinária desta segunda-feira (2), na Câmara de Vereadores de Campo Novo, o vereador Aguiar denunciou que moradores estariam pagando por “ar” registrado nos hidrômetros, em razão da presença de ar na rede de abastecimento. Segundo ele, a situação estaria gerando cobranças indevidas e prejuízos à população. O parlamentar cobrou providências do Executivo municipal para notificar a empresa e exigir explicações.
O caso reacende questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado pela AEGEA/Corsan e a transparência na cobrança das tarifas de água no município.
Já em Cruz Alta, a Prefeitura ajuizou Ação Civil Pública contra a Corsan, atualmente administrada pelo grupo Aegea Saneamento, devido a danos causados em diversas vias públicas após intervenções realizadas pela concessionária.
De acordo com levantamento técnico do município, cerca de 70% das vias vistoriadas tiveram a recomposição do pavimento rejeitada por apresentarem reparos considerados inadequados ou fora do padrão técnico exigido. A Prefeitura afirma que as falhas comprometeram a trafegabilidade, aumentaram riscos de acidentes e causaram prejuízos ao patrimônio público.
Após notificações administrativas sem definitiva, o município ingressou com ação judicial solicitando que a empresa seja responsabilizada pelos danos e obrigada a refazer os reparos.
O município de Cruz Alta vai indenizar Corsan/Aegea com o valor de 20 mil reais por dia no caso da não reparação das vias, após consertos de canos.
A Justiça concedeu liminar determinando que a Corsan suspenda o início de novas obras na cidade até regularizar os pontos reprovados pela fiscalização. A decisão também estabelece prazo para correção de trechos considerados emergenciais, apresentação de plano de readequação das obras já executadas e prevê multa diária em caso de descumprimento.
A concessionária informou que irá cumprir o que for determinado judicialmente e destacou que as obras fazem parte de um projeto de ampliação do sistema de esgotamento sanitário no município.
Os episódios em Campo Novo e Cruz Alta reforçam o aumento das cobranças por parte de representantes públicos e administrações municipais quanto à qualidade dos serviços prestados pela AEGEA/Corsan, tanto no abastecimento de água quanto na execução de obras de infraestrutura.
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