O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “deprimido e ansioso”, de acordo com os médicos que o acompanham, Cláudio Birolini, cirurgião-geral, e Brasil Ramos Caiado, cardiologista.
Segundo Caiado, o estado emocional do ex-presidente tem relação direta com as crises frequentes de soluço. “O presidente está deprimido um pouco pela situação que ele está passando, bastante ansioso. A ansiedade leva a um quadro recorrente de soluço que atrapalha o sono dele, então ele fica muito incomodado com isso”, afirmou.
Bolsonaro tem uma cirurgia de hérnia inguinal marcada para esta quinta-feira (25), dia de Natal. O procedimento deve durar entre três e quatro horas, e o período de internação pode variar de cinco a sete dias.
De acordo com Cláudio Birolini, o ex-presidente deverá passar por dois procedimentos distintos. O primeiro é a cirurgia para correção das hérnias inguinais bilaterais, prevista para ocorrer nesta quinta-feira. O segundo, voltado ao tratamento das crises de soluço, deve ser realizado no início da próxima semana.
Para o controle dos soluços, Bolsonaro será submetido a um bloqueio anestésico, procedimento descrito pelo médico como uma injeção de anestesia aplicada próxima a um nervo específico. “Então, a cirurgia das hérnias não vai atuar nas crises de soluço. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, explicou Birolini.
A cirurgia das hérnias será realizada sob anestesia geral. A última intervenção cirúrgica pela qual Bolsonaro passou teve como objetivo liberar aderências intestinais e reconstruir o abdômen. Desta vez, os médicos farão uma abertura na parede abdominal, na região da virilha, para corrigir a saída de conteúdo intestinal e tratar as hérnias inguinais.
A expectativa da equipe médica é que o procedimento ocorra sem maiores intercorrências. “Naturalmente que a gente vai mantê-lo aqui pelo período necessário para que ele tenha um tempo suficiente para fazer um autocuidado em vista da situação atual que ele enfrenta”, afirmou Birolini.
Os médicos também informaram que a cirurgia não poderá ser realizada por laparoscopia devido ao histórico de procedimentos anteriores. Segundo a equipe, as cirurgias já realizadas e as aderências existentes impedem a utilização desse método.
Birolini explicou ainda que a formação da hérnia inguinal está relacionada à idade e ao histórico clínico do ex-presidente, que já passou por diversas cirurgias abdominais. Conforme o cirurgião-geral, os episódios recorrentes de soluço também aumentaram a pressão intra-abdominal, contribuindo para o surgimento da hérnia. (Com informações do portal CNN Brasil)
