
A evolução do cultivo de trigo segue adequada no Rio Grande do Sul, onde 55% das lavouras estão no final do ciclo vegetativo, em alongamento do pseudocaule e em desenvolvimento das bainhas foliares, que sustentarão a espiga, 30% estão em floração e 15% estão em enchimento de grãos. O estado geral das plantas nessas diferentes fases está satisfatório, compatível com o desejável no ciclo da cultura.
De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater-Ascar, a permanência de elevado teor de umidade no solo, decorrente das chuvas frequentes, tem dificultado o manejo fitossanitário, principalmente a aplicação de fungicidas preventivos. Apesar das dificuldades operacionais, a sanidade da cultura está apropriada na maior parte das regiões.
O potencial produtivo do trigo segue promissor, em razão do bom estande de plantas e das temperaturas amenas, que favorecem o ciclo da cultura. No entanto, os triticultores gaúchos reforçaram o monitoramento das fases reprodutivas, dado o risco de incidência de doenças fúngicas, que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade industrial dos grãos. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade, em 2.997 quilos por hectare.
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