
Alan Fonseca, assessor de imprensa do Hospital de Caridade de Ijuí, ele começou a entrevista dizendo que não é necessário assustar a comunidade. Ele disse que hoje o HCI tem 15 milhões para receber do governo do estado e que esse valor precisa ser paga para que os atendimentos se normalizem.
Ele citou que as lideranças políticas estaduais, deveriam antes de discutir aumento dos próprios salários, pagar a conta, já que os hospitais já prestaram o atendimento e ainda não receberam.
O CACON, segundo Alan Fonseca, é o único do interior do estado. Ele explica que a notícia que surgiu de que o atendimento estava suspenso, foi um tanto equivocada por parte da imprensa de Ijuí e por conseqüência acabou por gerar um grande alvoroço no estado.
O profissional comenta que há hoje fornecedores que repassam medicamentos para a quimioterapia na entidade não estão mais querendo fornecer os medicamentos enquanto não receberem os valores que são atrasados e por conseqüência disso, os atendimento estão sendo remanejados.
O plano de saúde do IPE, está com R$ 8 milhões em atraso no Hospital de Caridade de Ijuí. “Não há solução mágica. O governo precisa pagar o que deve, efetuar os repasses, caso contrário a situação fica complicada.”
Alan Fonseca explicou que a diretoria do HCI, que é voluntária, está buscando alternativas, que está mantendo contatos em Brasília para buscar recursos para gerir a saúde e manter os atendimentos normais.
“Existe uma dificuldade para manter os serviços, pois não há recursos e nossos fornecedores estão deixando de repassar os medicamentos para a quimioterapia.”
A diretoria do Hospital de Caridade de Ijuí pede que o governo do estado alinhe um cronograma de pagamento, para que assim, haja uma maneira de dar garantias aos fornecedores e restabelecer as negociações e assim voltar a ter o recebimento de medicamentos e manter os atendimentos normais.