
Cinco entidades médicas enviaram, nesta semana, um ofício aos conselhos municipais e estaduais de Saúde e ao Ministério da Saúde pedindo que medicamentos do "kit intubação" doados pela China na semana passada tenham rótulos traduzidos do mandarim para o português.
Em um segundo ofício, as cinco entidades dão sugestões de como traduzir as etiquetas originais. Ambos os documentos são assinados pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP), Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH).
Os remédios doados foram midazolam e propofol (sedativos), fentanila (anestésico) e cisatracúrio (bloqueador neuromuscular).
As sociedades e associações também pedem que a dispensação dos medicamentos seja feita por prescrição ou por formulário, evitando-se a prescrição verbal. As entidades solicitam, ainda, que os remédios sejam armazenados de forma separada e identificada pelos serviços de farmácia hospitalar – evitando trocas e erros na cadeia de abastecimento.
Em nota, o Ministério da Saúde disse que, "pela urgência, as informações de uso e conservação dos medicamentos de intubação doados foram encaminhadas para o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), responsáveis pela divulgação para os gestores locais. Essa medida emergencial foi necessária diante da necessidade de distribuição rápida para todos os estados que estavam com estoques críticos".
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